Acompanhe neste blog as competições dos Marathon Maniacs Brasileiros ao redor do mundo!
O dia começou cedo. Ok, todo dia de Maratona começa cedo, mas esse não foi diferente. Estava hospedado na casa do meu amigo, e saí de lá antes que alguém demonstrasse a mínima vontade de acordar...
O local da largada não poderia ser mais charmoso: nada mais nada menos que a Av. Champs Elysée, bem na altura do Arco do Triunfo. Largamos às 8h45min, só passei pelo pórtico de largada às 9h05min. Dois motivos foram responsáveis por isso: os 40mil inscritos e o fato do meu GPS não ter reconhecido meu frequencímetro. Demorei um tempo até desistir de tentar fazer ele funcionar.
No km 2 já estávamos no terceiro ponto turístico da prova, já que os dois primeiros estavam na largada: Place de la Comcorde, uma praça com um obelisco trazido do Egito por Napoleão. Logo depois costeamos o Louvre e chegamos num dos pontos mais importantes da história francesa: a Praça da Batilha.
No km 10 a corrida entra por um dos bosques de Paris, o Bois de Vincennes e antes do km 12 avista-se o Châteu de Vincennes, um castelo belíssimo. Tudo vai indo muito bem, até que no km 15 me aconteceu algo que só havia acontecido uma única vez: me bateu o cansaço! Não o muscular, mas o SONO! Não estava conseguindo me manter concentrado na corrida, só tentava me manter com os olhos abertos. Foi difícil, mas aos trancos e barrancos me mantive.
A corrida segue até a marca da Meia Maratona, que fica perto da Bastilhas, por onde passamos novamente. Logo depois da Bastilha a prova começa a margear o Sena. Curiosamente a Maratona não cruza o Sena, ficando sempre na margem direita. Mesmo do outro lado do rio é possível avistar claramente a Catedral de Notre-Damme,o Museu D’Orsay e a Explanada dos Inválidos. Nesse ponto chega-se ao km 27.
Pode parecer exagero, mas a corrida começa aí. Primeiro que um pouco mais a frente está a magnífica Torre Eiffel, segundo que é a partir daí que a corrida começa a ficar difícil, pelo menos para mim. Continua-se a margear o Sena até entrar no outro bosque, o bem mais famoso Bois de Bologne, onde fica o complexo de Roland Garros, local do Aberto da França, que o Guga conquistou.
Um pouco mais adiante algo me chamou muito a atenção: em vez de um posto de água, que estavam a cada 5km, havia um posto de vinho. Não era da organização, mas de uma outra corrida que acontece nas região dos vinhos da França e que fazia ali a sua propaganda. Peguei uma taça de plástico e segui minha corrida. Logo depois um posto de linguiça, e mais adiante outro posto de vinho. Cada um de uma prova diferente. Não perdi a oportunidade e provei de tudo, mas em doses bem pequenas para não atrapalhar a corrida. Nisso já era o km 35.Agora faltava pouco.
No km 38 encontro um amigo meu, com quem tentei marcar na largada e não consegui. Muita coincidência achar logo no meio da corrida mais cheia que fiz. Fomos juntos até o km 40, quando comecei o meu sprint final, mais uma vez acompanhado da minha bandeira. Nessa hora minha meta era tentar bater o tempo da Maratona do Rio de 2009, que é de 4h57’08”. Mais para isso precisava fazer os 2 últimos km a menos de 5min/km, quando o melhor até então tinha sido em 5’52”. Por muito pouco não consegui, fechando em 4h57’30”, o que foi motivo de comemoração, mesmo sendo meu pior resultado em asfalto na Europa, mas era natural que os tempos aumentassem.
Esperei meu amigo chegar, por sinal o nome dele é Pedro Povoa, e comemoramos juntos a sua primeira Maratona. Tiramos uma foto na frente do Arco do Triunfo, já que a chegada é em frente a ele, mas em outra das 12 avenidas que convergem nele.
Foi uma corrida excelente, numa cidade mágica. Agora é curtir a cidade e rumar para Viena, onde a Maratona me espera no outro domingo.
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Uma semana depois da Jurassic Coast, eu ainda estava em Londres e passei o fim de semana da Páscoa com o meu tio, dois dos meus primos e a família do meu tio. Mas a temporada na Inglaterra duraria somente até quarta feira, quando era hora de me dirigir para Paris.
Cheguei no final da quarta e na quinta feira já estava visitando os principais pontos turísticos da Cidade Luz. Nesse mesmo dia fui na Marathon Expo, num enorme parque de exposições, onde a Maratona ocupava o maior dos galpões. Como Paris era a Maratona com o maior número de corredores que eu faria, a feira fez jus ao tamanho da corrida. Todos as marcas de material esportivo estavam lá. Uma delas em particular me chamou a atenção. A Nike vendia camisas lisas de várias cores, e as customizava de graça. Assim cada um poderia sair com uma camisa da Maratona de Paris única. Foi o que fiz. A Expo me entreteve por mais de duas horas.


Sexta foi um dia unicamente turístico, e no sábado pela manhã eu estava em frente à Escola Militar de Paris para a Breakfast Run. Por sinal o local de largada era num dos pontos com a vista mais privilegiada da Torre Eiffel. Assim que cheguei, com a minha camisa da seleção brasileira, encontrei com outros corredores brasileiros. Como eu estava com a minha bandeira do Brasil, tiramos algumas fotos e nos alinhamos para a largada dessa corrida de confraternização.

Antes da largada o pessoal da organização começou a distribuir algumas bandeiras de vários paises para que cada país presente fosse representado. Só que não havia bandeiras brasileiras!!! Mas tínhamos duas bandeiras nas nossas mãos. O que fizemos? Pegamos duas bandeiras avulsas (por coincidência ambas eram da Bélgica) e colocamos a do Brasil por cima. Casa porta-bandeira ganhava uma camisa de algodão da Maratona e com isso levei mais uma para casa.

Às 8h30 em ponto começou o percurso de 5km. Largamos do Campo de Marte e fomos em direção a chegada da Maratona. Antes disso passamos ao lado da Torre Eiffel, ao Trocadéro e por duas avenidas grandes que desembocam no Arco do Triunfo. A chegada, depois de 5,6km de acordo com o meu GPS, foi na Avenida Foch, outra avenida que desemboca no Arco do Triunfo (no total são 12). Lá fizemos o café da manhã que dá nome à corrida, devolvi a bandeira da Bélgica, me despedi dos brasileiros, e voltei para a casa do meu amigo que me hospedou. Agora era só esperar o domingo e a Maratona chegar, não sem antes fazer mais passeios turísticos por Paris.
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Com bastante atraso, começo agora o relato das últimas Maratonas que fiz... Na verdade essas últimas foram 5 e vou recomeçar de onde parei: Jurassic Coast Challenge!
Após dois dias bem puxados, chegava a vez do terceiro e derradeiro dia. Mas antes de começar tinha um pequeno problema: nesse domingo mudava o horário da Europa para o horário de verão e consequentemente eu teria uma horas a menos de sono. Isso se eu soubesse desse horário! Não sabia, mas fui salvo graças à tecnologia. Todos os meu relógios (celular, Garmin e laptop) mudaram para o horário certo e pude estar na van na hora certa, já que a largada seria dada onde paramos no dia anterior. Antes de entrar, encontro com o swipper da dia anterior e ele estava me procurando pois sabia que eu era o único de fora da Europa, talvez do Reino Unido, na corrida. Ele estava preocupado com o fato do horário. Isso sim faz a diferença!

Por incrível que pareça eu estava mais inteiro nesse dia do que na véspera. Comecei num ritmo forte para a terceira maratona, mas antes do segundo quilômetro fui obrigado a caminhar. Não porque estava cansado, mas por se tratar de uma pirambeira daquelas.

Até o primeiro CP, tudo segue normalmente, com o tempo relativamente alto, mas dentro do esperado. Depois dele fui passado pela primeira vez pelos que só corriam, mas nesse dia eu já não era o último do grupo 2. Atrás de mim vinham mais alguns, assim como todos os que optaram por fazer o desafio todo em 24h. Depois desse CP é que a prova começou a mudar, e a ficar cada vez mais difícil.

A primeira dificuldade era alcançar o CP 2, que ficava no ponto mais alto da prova, mas para isso você tinha que sair de praticamente a mesma altura, descer uma escadaria na pedra até o nível do mar, e subir tudo de novo. A névoa começava a dar as suas caras, e enquanto se descia a escada era impossível ver que tinha que subir outra maior ainda, mesmo ela estando a menos de 100m a frente. Quando se avista, é desanimador, mas a corrida segue. Optei por não olhar mais para cima e encarar somente os dois degraus
na minha frente, as outras centenas seriam consequência. Deu certo! Lá em cima vejo no meio da névoa o CP2, paro lá e só alcançado pelos primeiros atletas solo. Por incrível que pareça, alcançar esse CP estava longe de ser a maior dificuldade desse dia.
Segui viagem rumo ao CP3. As pessoas que saíram comigo do CP2 estavam no mesmo ritmo que eu. As vezes eles me passavam, as vezes eu passava eles, mas no final das contas estávamos todos juntos, cada um no seu ritmo pessoal de corrida.
Nos próximos 10km, a corrida segue dentro das expectativas. Subidas, descidas, muita dificuldade, mas nada fora dos padrões enfrentados nos dias anteriores. Os últimos quilômetros são dentro de um parque, de onde se tem uma vista lindíssima do mar de um lado, e de um parque bem conservado do outro. Se bem que mar era o que se via ao longo de todo o percurso. Entramos numa pequena cidade e lá estava o CP3 nos esperando. Dei meu sprint para o CP, passei o chip, enchi minha mochila de água, peguei algo para comer e quando estava pronto para sair a notícia que mudou a corrida: devido ao aumento da névoa a guarda costeira tinha impedido a corrida de continuar!!!
Fiquei desesperado! Só faltavam 10km para a reta final e não queria ser obrigado a desistir, mesmo que pela guarda costeira. Já tínhamos corrido 34km (esse dia teria 44km) e desistir ali depois de 120km percorridos ao longo de 3 dias me pareceu frustrante. Mas a organização pediu que aguardássemos para tentarem convencer a guarda costeira. 45min depois a notícia: poderíamos relargar, mas deveríamos permanecer em grupo. Devido à névoa, a corrida tinha deixado de ser individual e se tornado um evento coletivo. Agora deveríamos agir como um grupo até chegarmos na última praia, onde o evento acabaria. Na costa tínhamos que estar agrupados! Ordens da guarda costeira.

Achei a notícia ótima e lá seguimos. Primeiro no resto dessa pequena cidade, depois começamos a subir um morro, até que lá em cima, quando iríamos realmente para a costa, aparece novamente a guarda costeira. Dessa vez não para impedir que a corrida continuasse, mas para nos mandar para um caminho alternativo que teria a mesma distância. Além disso pegaram nossos números para que tivessem certeza que todos tinham chegado. Ninguém poderia ficar para trás.

O caminho alternativo era por dentro de algumas fazendas, fazendas essas no meio de uma colina, colina essa bastante íngreme e molhada, já que chovia. Para dificultar a névoa estava cada vez maior. Não se via mais que 5m a frente. O grupo era grande, mas não consegui ver mais de 5 pessoas. Essas fazendas não faziam parte dos Coast Path, sendo assim, não estavam preparadas para a passagem de pessoas. Muitas delas tinha cercas de arames farpados, que tinham que ser puladas, assim como outros tipos de certas e obstáculos que enfrentamos. Era uma unanimidade entre os que estavam lá: estávamos correndo mais perigo ali do que na costa, mas ali não era responsabilidade da guarda costeira, então para eles era a melhor opção.
Depois de alguns quilômetros (não sei ao certo, pois meu garmin já tinha acabado a bateria) chegamos na praia. Agora eram 2km na areia e 800m ou 1km até a linha de chegada. Na parte da praia alternava corridas com caminhadas para descansar, até que avistei alguém da organização avisando que tínhamos que entrar para a reta final.
Tão logo avistei ele saquei a minha bandeira e saí em disparada como um maluco, no meu já tradicional sprint final além das forças. Mas que disse que essa “reta” final era fácil? Tínhamos que passar por uma partes alagada onde a alternativa era uma só: pé na lama. E a água ia até quase o meio da canela. Mas no calor do momento fui no embalo.
A chegada foi fantástica, dei um grito de desabafo! Foi um bom e velho PQP, que ninguém entendeu, mas eu precisava daquilo. Pequei meu troféu pelo desafio, tirei uma foto com a bandeira, tirei uma foto com o diretor da prova, e fui para a van esperar os outros chegarem para ir até a base da corrida. Consegui completar esse dia com o tempo líquido, descontando a parada por causa da névoa, de 9h17’44”

Quase 70km nos distanciava da base e seria uma viagem demorada. Obviamente fui dormindo e quando saí do carro ainda molhado, comecei a tremer. Não conseguia parar, me deram um café quente, mas a tremedeira, típica de Charles Chaplin, não deixava nada dentro do copo. Me acompanharam até a minha caravan e lá tomei um bom e demorado banho quente. Pronto! Agora sim o desafio tinha terminado.
Mesmo sendo um dos últimos a terminar o desafio, me senti a pessoa mais importante do mundo, pois tinha terminado algo que jurava que seria impossível. Foram 3 Maratonas num tempo de 26h08’46”.
Depois dessa pedreira eu tinha duas semanas de descanso até a próxima corrida: Paris!
Aguardem relatos durante essa semana. Muita história ainda para contar: Paris, Viena, como quase o vulcão cancelou o meu projeto, e duas maratonas em 2 dias, distantes 700km de trem e ônibus.
Um grande abraço e desculpem pela ausência, mas esse últimos dias me consumiram muito e não tive tempo de relatar nada! Agora voltei com força total!
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Cheguei em Boston na manhã de Sábado, debaixo de uma fria garoa. A temperatura na casa dos 10ºC caía rapidamente a cada rajada de vento que vinha do Atlântico.
Larguei minhas coisas no flat que havia reservado próximo da chegada da prova e fui para a feira da Maratona, no Hynes Convention Center ( a duas quadras do meu apto) para retirar meus kit’s da prova de 5k e da Maratona.
A feira muito bem organizada e imensa, ocupava 2 andares do centro de convenções. A retirada dos kit’s foi tranqüila e fiquei circulando olhando preços e promoções. Muita gente nos estandes disputando os produtos com bons preços, acabei comprando um lançamento da Garmin - modelo 110 e um Asics Nimbus 12.

No Domingo pela manhã fui para a largada ( 8:00h) da 2ª edição da BAA 5k, prova comemorativa cuja primeira edição foi em 2009. Fazia um frio de rachar e estava garoando. Me posicionei no meio da galera, para me manter aquecido e acabei encontrando o Bill Rodgers, lenda Americana, tetra campeão de Boston e NY, com duas vitórias na Mara do Rio. Trocamos rápidas palavras e um aperto de mão, foi sensacional.
Pontualmente às 8h largamos e o frio pegou prá valer, senti os lábios e mãos congelarem, as pernas entorpecidas e o ar ardendo no peito. A corrida tranqüila que havia planejado se transformou numa corrida para esquentar e aí acabei exagerando no ritmo, mas tudo terminou bem e fui correndo para “casa”.
A noite fui para o jantar de massas no Boston City Hall, onde fomos recebidos com muita festa pelos voluntários q trabalhavam no evento. Muita comida, bebidas (inclusive vinho branco e tinto), música e kit pós jantar com chocolates. Organização de primeiro mundo.
Segunda-feira levantei às 5:30h e ao abrir as cortinas do
quarto me deparei com um céu azul, sem nuvens, e o Sol se levantando no
horizonte. Liguei a TV e o homem do tempo confirmava um lindo dia de Sol com
rajadas geladas de vento vindo do Atlântico, q maravilha.
Tomei meu cafezão e saí caminhando para a praça Commom Hall, local onde deveria
tomar o ônibus para Hopkinton lá pelas 6:30h.
Na praça várias filas levavam os corredores para os ônibus escolares (àqueles
amarelos), q fariam o transporte. Apesar do Sol, o frio congelava até os ossos.
Desta vez estava com um moleton velho por cima da camiseta do Brasil (a mesma q
usei em NY) e calça térmica, além disso, usava gorro e luvas.
Depois de + - 1 hora, chegamos na Vila dos Atletas em Hopkinton, cidadezinha
típica na zona rural, com suas casas de madeira, varanda alta com escada na
entrada, sem muros, os quintais gramados se emendando, com árvores ainda sem
folhas (na maioria), mas algumas com flores brancas e lilás, dando um aspecto
acolhedor e bonito. A arena estava montada nas dependências de uma escola e
tinha todo tipo de suporte para os atletas, uma beleza.
Fiquei por ali bebendo, comendo e passeando, até dar o horário para ir aos
currais de largada, q ficavam a +- 1k da vila, na Main Street. No caminho
passei por uma casa onde um casal de velhinhos colocaram no jardim, uma mesa
repleta de Muffins, Cookies e outras guloseimas, além de bebidas, tudo
gratuitamente para os atletas se servirem, fiz questão de pegar um bolinho para
agradecer a cortesia.
Conseguí ver a largada do feminino e fui para o meu curral, número 13, o último
da primeira onda, que largaria às 10:00h. Meu número de peito 13546, dá bem uma
idéia do meu posicionamento nessa largada, já que o posicionamento é conforme o
tempo de qualificação, ou seja, só tinha atrás de mim 453 atletas, já que na
primeira onda largavam 13999 no total. Estava no rabeirão de um Field de
primeira linha...hehe.
Primeiro veio o Hino Nacional Americano, puxado no gogó de um militar. Quando
estávamos esperando o tiro de largada, começamos a ouvir um barulho
ensurdecedor e do nada, passou sobre nossas cabeças dois F-16, lado a lado,
rasgando literalmente o ar, num rasante sobre a galera. Foi de arrepiar, só
faltou um míssil para explodir tudo..rs.
Mal tínhamos nos recuperado da surpresa, ouvimos o tiro de largada e aí cada um
começou sua luta pessoal pelas ruas de Hopkinton.
Meu moleton velho já tinha ficado para trás antes da largada, mas corria de
luva e gorro, pois apesar do Sol, o vento estava presente e algumas nuvens as
vzs encobria o Sol e a temperatura caía rapidamente.
Meu plano era correr na casa dos 25’
cada 5K, pois sabia q teria q economizar para ter pernas no último terço da
prova. A largada em descida favorecia paces rápidos, mas fui controlando para
não perder o ritmo planejado. A galera em disparada ia me passando, fui na
minha e passei os primeiros 5k na casa de 24’, ainda muito forte.
O percurso ondulado com algumas subidas, mas muitas descidas (algumas
razoavelmente fortes) continuava, e o que parecia mamão com açúcar começou a
mudar de figura e passei a tomar mais cuidado. Passei pela placa dos 10k com
quase 49’,
dentro do planejado e continuei pela região de Flamingham, deixando Ashland
para trás.
O público ao longo da estrada dava todo o tipo de incentivo, oferecendo lenços
umedecidos, coisas para comer, bebidas além da gritaria. A estrada ladeada por
árvores ressecadas e algumas com flores, transformavam a paisagem a todo
momento.
Nas entradas de cada cidadezinha, a população em peso chegava, em alguns casos,
até a afunilar o percurso para aplaudir quem passava, apoio total. Chegamos em
Natick, onde passei pela placa dos 15k com 1:14’32”, ainda prevalecendo as
descidas.
Pegamos algumas subidas e depois mais descidas, cheguei nos 20k, já em
Wellesley com a marca de quase 1h40’ e mais ou menos por aí, lá estavam elas,
as meninas do Wellesley College, que alinhadas na beira da estrada exibiam
cartazes pedindo beijos. Até uma veterana exibia um cartaz “I’m a Sênior Kiss
me”. Muitos corredores paravam para ganhar um selinho, no meu caso, passei
direto, pois meu target é acima de 30...rsrs

Passei a Meia com 1h45’24” chegando nos 25k com 2:05’34”, pegando uma forte
descida. O movimento excêntrico dos músculos do Quadríceps, em cada batida de
perna nas descidas, por um longo período, estava cobrando a fatura.
Entramos na região de Newton e a partir do Km27 começam as 4 subidas principais
da prova. Entrei na primeira mantendo o ritmo, mas quase no final senti que as
cãimbras estavam me rondando perigosamente. Encurtei a passada, peguei meu
saquinho de Sal e fui colocando na boca. Cheguei no topo e toma outra descida.
Tentei voltar ao ritmo normal, mas senti que a parte de trás da coxa iria
embolar, encurtei novamente a passada ainda mantendo uma boa velocidade.
Cheguei na 2ª subida, mais forte que a primeira e já fui “segurando”, com
passadas curtas, para a cãimbra não me pegar, pois acabaria minha corrida. O
Sal já tinha acabado, agora era tentar controlar. Na sequência uma descida, que
já machucava, até o Km 30, onde passei com 2h:33’.
Depois do Km30, continuamos em descida para pegar a 3ª subida e finalmente lá
pelos 33K a famosa Heartbreak Hill, onde muita gente se arrastava ou
simplesmente parava, outros se alongavam tentando amenizar as cãimbras, na
realidade muita gente “experiente” e qualificada, simplesmente quebraram devido
ao desgaste da primeira parte da prova em descidas.
Encarei de frente a “famosa”, ela não é mais inclinada que a Brigadeiro, então
foi encaixar meu ritmo e subir para o abraço, pq lá no alto, uma imensa galera
te espera para gritar e te incentivar, pois todos entendem que estar por ali,
ainda correndo, não é moleza não. Passamos em frente ao Boston College e
seguimos, em descida (ai, ai!!!) para o Km 35 onde passei com +-3h01’.
Do Km 35 até o Km 40, descida que vai se nivelando, mas as pernas estão em
frangalhos, os joelhos começando a sentir as pancadas, vou mantendo meu ritmo e
pensando em coisas boas para me distrair. Chego na placa dos 40k, me emociono
por vislumbrar que quase estou lá, uma descarga de adrenalina percorre meu
corpo, não sinto mais dor e a vontade é correr solto esses 2 últimos Km’s. Faço
isso, solto o corpo e vou no meu sprint pelas ruas de Boston e entro na ultima
milha, viro na Boylston Street e vejo o Pórtico de chegada, ouço a vibração da
torcida e acelero ainda mais para
cruzar a linha em 3h38’47”....yes I can.
A dispersão foi tranqüila, peguei meu kit, medalha e manta metalizada para
proteção do frio, apesar do Sol, e saí caminhando e aproveitando aquele
momento.
Tentei correr para bater ou igualar meu recorde de NY, mas Boston é muito mais
difícil, principalmente para amadores, pois exige um treino mais aprimorado que
nem sempre está ao alcance de todos.
Larguei na 13546ª posição (pelo número de peito) e concluí na 9412ª posição no
geral, ou seja, mais de 4000 corredores qualificados que largaram na minha
frente, ficaram para trás o que prova o grau de dificuldade da prova.
Quem quiser correr Boston, além dos treinos normais (inclusive subidas), deve
incluir muitos treinos de descidas, para estar na ponta dos cascos no dia da
prova.
A noite teve uma festa no Hynes Convention Center para os atletas, com muita
música (banda tocando), bebidas e lanches (pagas á parte) e salgadinhos, para
acompanhar a cervejinha Samuel Adams...rs
Num salão ao lado, num telão era projetado o vídeo da Maratona. Fiquei largado
no carpete do salão assistindo a prova, tomando minha cerveja. A maioria optou
pela mesma coisa, já que ninguém tinha pernas para ficar dançando...hehe
Fiquei em Boston até o Sábado 24/04, curtindo 1 semaninha de férias, com as
pernas doloridas nos 3 primeiros dias depois da prova (fazia tempo que não
sentia essas dores), mas na Sexta-feira, já estava fazendo um treino
regenerativo (que repeti no Sábado pela manhã) nas laterais do rio Charles,
pelo Campus do MIT.
Vou sentir saudades.......
Abraços[span style="">
Finalmente cheguei ao final da planilha de treinos, foram 14 semanas com uma carga média de 75K, somando um total de 1050Km percorridos, mesclados com sessões de musculação e natação ( 2 vzs por semana cada modalidade). Agora, só rodagem leve.
Chegarei a Boston neste Sábado (17/04/10) e já irei direto para a feira da Maratona, no John Hancock Sports and Fitness Expo, para pegar meu kit da prova de 5K, que acontece no Domingo e também o kit da Maratona, com largada na Segunda-feira.
No dia 18/04, depois da prova de 5k, acontecerá o jantar de massas, a partir das 16:30h até às 20:00h.
Segundona é o grande dia (Domingão desta vez perdeu a primazia).
O transporte de ônibus para a largada em Hopkinton partirá de Back Bay em Boston e começara às 6:00h até 6:45h ( 1ª onda) e até 7:30h (2ª onda).
Na Maratona serão 2 ondas de largada, a primeira com números de peito azuis, iniciados em 1000 indo até 13999 e a segunda (números de peito amarelos) do 14000 em diante.
Os currais de largada terão 1000 atletas cada, sendo que a designação se dará pelo primeiro número do numeral (até número 9000) e pelos dois primeiros números do numeral (acima de 10000). No meu caso, numeral 13546, largarei na primeira onda no curral 13.
A primeira onda larga às 10:00h e a segunda largará às 10:30h. A marcação será em milhas e a de km a cada 5K (do jeito q eu gosto..rs).
Os postos de hidratação (água e Gatorade sabor lima/limão) estarão posicionados a cada milha, a partir da milha 2. Na milha 17 haverá distribuição de PowerGel.
Ao longo do percurso, 26 estações de primeiros socorros estarão posicionadas.
No dia do evento, o site da Maratona se modificará para disponibilizar para quem se interessar, o desempenho dos atletas em tempo real, basta colocar o nome ou número de peito: www.baa.org
A largada da Maratona será na segunda-feira (19/04/10) às 10:30h, horário de Brasília, com transmissão ao vivo pela ESPN Internacional / NET / Channel 60, e um compacto às 21:00h pelo mesmo canal.
Na noite do dia 19, vai rolar uma bela festa/balada "post race" no Centro de Convenções para os atletas (free entrance) e convidados.
Abraços
Dimas
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O segundo dia começou igualzinho ao primeiro, a única diferença é que não seríamos transportados para a largada, nós já estávamos hospedados nela. Tomei meu café da manhã, participei do briefing do segundo dia e fui junto com o Grupo 2 largar (eram 3 Grupos: 1, só de caminhante; 2, de corrida e caminhada; e 3, só de corrida).
Largada feita partimos para uma península chamada Portland, onde aconteceria metade da prova, daríamos a volta nela e retornaríamos pela mesma estrada para completar a outra metade.
Os 3 primeiros quilômetros eram só de asfalto e foram feitos tranquilamente, mas tão logo ele acabava já encarávamos uma subida bastante íngreme em uma escada feita de pedra. Nada fácil, e isso derrubou absurdamente o meu ritmo, até então muito acima do esperado.
Outro detalhe que tenho que contar é que a mochila, que devia pesar facilmente 4kg incomodava cada vez mais, e minhas costas estavam doendo da véspera.
O primeiro Check-Point (CP) ficava exatamente no final da península, o que impedia que algum malandro cortasse caminho, se bem que esse não era o espírito de ninguém que tava ali, pois cortar caminho só desmereceria nosso feito. Mas era obrigação da organização tentar evitar isso. Quando cheguei lá eu já era o último do meu grupo e já passei lá o último de G1, que largara 45min antes. Nenhum do G3 tinha me passado ainda, pois largaram 1h15min depois de mim, e ali era ainda o km 9.
A volta, pelo outro lado da península, era ainda mais difícil, pois algumas vezes tínhamos que sair do caminho mais óbvio e o relevo era bem acidentado, cheio de sobe e desce, o que só gerava mais cansaço e perda de tempo. Nessa hora passei a penúltima pessoa do G1, e comecei a ser passado pelo G3.
Logo quando melhorou o terreno, e justamente quando não tinha ninguém por perto, cheguei numa bifurcação. Olhei o mapa e não soube precisar aonde eu deveria ir. Escolhi um dos lados: o errado. Andei uns 500m e percebi que estava estranho o fato de não ter mais ninguém passando. Perguntei para quem estava lá, e me falaram que eu era o primeiro que passava lá correndo, ao falar que eu participava de uma competição me perguntaram: “Está ganhando?” e eu: “Não, estou perdido!” Dei meia volta e consegui achar o caminho certo, que era um caminho de terra justamente no meio da bifurcação.
A partir daí era só descida até voltarmos para mais 3km de asfalto, na mesma estrada, até chegar no CP2. Ali era exatamente a marca da meia maratona e encontrei lá vários corredores que tinham me passado e outros tantos chegaram. Fiquei uns 15min lá, e quando saí ainda chegava gente.
Não demorou meia hora e fui passado por uma mulher do G3 e junto com ela vinha um cara da organização. Assim que ela me passou e parou para falar comigo: “Sou o swipper”. Swipper é o termo utilizado para a pessoa ou veículo que acompanha o último, chamado no Brasil de vassourinha, ou qualquer variante. Por alguns quilômetros, quando eu andava ele andava, quando eu corria ele corria. Foi bom ter uma companhia, e quando chegamos numa zona urbana (era a única vez que passaríamos por uma cidade de pequeno porte) asfaltada, eu segui correndo, com ele junto.
Na hora que eu iria passar um casal, resolvo acompanhá-lo e vamos em quarteto por mais alguns minutos. Resolvo seguir meu rumo um pouco antes do CP3, quando já tínhamos passado mais uma pessoa e o swipper não estava mais com a gente. Antes disso, passamos por o único ponto com lama do dia, e a lama era muita, dificultando ficar em pé e muitas vezes prendendo o tênis. Foram algumas vezes que puxei o pé e o tênis não veio.
No CP 3 encontro outros competidores partimos todos praticamente juntos para os último 9km. Após a subida, resolvo correr forte, o que era de se surpreender, pois era o final do segundo dia.
Faltando aproximadamente 3km para alinha de chegada, vejo o que seria uma das maiores obras da natureza. Era a encosta famosa da costa jurássica, que é de fazer você parar para admirar. Parei alguns segundos! Valia a pena!
Antes de chegar, tinha ainda que descer uma escadaria de terra, subir outra, passar por mais um ponto lindíssimo, para só então avistar a chegada na parte mais baixa. Era hora de pegar a bandeira, que estava na mochila e partir para o abraço. Desce escadaria (mais uma) voando baixo.
Completei esse dia em 8h50min43seg. Durante muito tempo fui o último, mas 12 pessoas terminaram depois de mim, e outras 12 desistiram! Ou seja, ganhei de 24. Na verdade eu ganhei de mim mesmo, pois a corrida foi duríssima.
Agora era só voltar para o hotel, distante 30km e descansar para o terceiro e derradeiro dia! Só para constar, a quilometragem desse dia era superior a 43km.
Como estou com dificuldade de postar fotos, ficarei devendo, mas pretendo postar o mais breve possível. Ou aqui no corpo dessa mensagem, ou numa diferente...
Grande abraço
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O Projeto para participar do World Marathon Majors (New York, Boston, Berlin, Londres e Chicago), começou em 2009 quando me qualifiquei para correr a Maratona de NY (com tempos obtidos na Meia Maratona de Guariba e de Campinas)
A Maratona de NY, (sonho de muitos maratonistas, e meu também) tem como obstáculo inicial a dificuldade para inscrição, já que o número de interessados em corrê-la, ultrapassa em muito o número de vagas.
Algumas opções para ingresso são: 1- comprar a vaga num pacote de viagem vendido pelos representantes oficiais da organização do evento a um custo altíssimo; 2- participar da loteria onde são sorteadas vagas para ingresso (depender da sorte para participar do evento); 3- Ter tempo qualificatório dentro da sua faixa etária em Meias Maratonas ou Maratonas, comprovados através do site dos eventos (desta forma você garante a vaga e organiza por conta própria sua viagem). Esses dois últimos exemplos diminuem significativamente os custos da viagem.
Existem outras situações que também garantem sua participação (ter sido recusado nos últimos 3 anos no sorteio, ter participado como voluntário trabalhando no ano anterior no evento, fazer doações para entidades assistenciais listadas no programa da Maratona, etc..)
Minha viagem para NY foi perfeita, tudo deu certo, e no dia da prova, ao som de Frank Sinatra (New York, New York) largamos na Verrazano Narrows Bridge em Staten Island .....foi fantástico e os detalhes dessa prova relatarei num post a parte (cópia de um relato que fiz em outro site)
Contagiado pelo clima da prova e desejando fazer um serviço bem feito, lá fui eu pelas ruas da Big Apple, acalentando lá no fundo um grande desejo, um plus para colocar uma cereja em cima do meu bolo, já que sabia que teria que fazer um tempo excepcional para minhas condições (tinha um recorde de 3h48’ na Mara de Curitiba/09), para entrar pela porta da frente na mais antiga das Maratonas....BOSTON, e assim iniciar meu projeto de correr as Majors, já que a maior dificuldade seria alinhar em Boston, pelo meu qualifying, faixa etária 50-54, máximo de 3h35’.
Pois bem, os anjos me abençoaram e concluí NY em 3h33’07”, estava dentro. Quase não acreditava. Andei meio tonto pelo Central Park assimilando o golpe. Conseguí meu target na terra do Tio Sam na Rainha das Maratonas.
De volta ao Brasil, enviei minha inscrição e fui aceito (como não poderia deixar de ser) na 114ª Boston Marathon. No início do ano planejei toda a viagem; comprei passagens numa promoção relâmpago da Continental e reservei hotel ao lado da chegada da Maratona, em Back Bay.
Iniciei meus treinos para a prova, no dia 10/01/10, cuja planilha prevê 14 semanas de trabalho forçado, coincidindo a última semana com a Maratona, que acontece no dia 19/04/10, feriado local em comemoração ao Patriot’s Day.
Em paralelo, aproveitei para fazer minha inscrição para a 37ª Real Berlin Marathon que acontecerá no dia 26/09/10, meu grande desafio para o 2º Semestre e continuação do Projeto das Majors.
Nos dias 26, 27 e 28 de Março, estive na região de Dorset, Inglaterra, para realizar o que até então seria para mim a minha maior distância percorrida numa competição. Foram 3 Maratonas em 3 dias, o que dá um total superior a 126km. As Maratonas são independentes, ou seja, cada um pode escolher a que quer participar, mas a grande maioria escolheu o Jurassic Coast Challenge, ou melhor, escolheu fazer tudo.
Como os relatos ficariam muito grandes, resolvi publicar cada dia individualmente, ficando assim mais fácil de vocês acompanharem.
Esse é o primeiro relato, então cabe aqui um pouco do pré-prova. A organização foi perfeita. Todos que chegavam de trem ou ônibus eram recepcionados por alguém da corrida, desde que avisasse que horas e como chegaria. Fiz isso, e assim que saí do trem, me deparei com o médico da prova, que me levou direto para a base da competição. A base nada mais era do que um acampamento em caravans, com três quartos e com uma sala de estar, cozinha e dois banheiros. A capacidade máxima era de 6 pessoas, mas foram alocadas 3 pessoas em cada, uma para cada quarto.
O kit pré-prova é simples, com uma camisa de malha da prova, comum na Europa, número de peito, pequenas coisas de patrocinadores e os vales alimentações para os demais dias. Como era um acampamento, o local não tinha restaurante. Normalmente cada hóspede é responsável pela sua própria comida, mas até isso a organização nos dava, se você ficasse no acampamento, que era sem dúvida nenhuma a melhor opção. Você levava o prato e os talheres e eles levavam a comida.
No primeiro dia 215 pessoas começaram a correr. Todos devidamente com chips no pulso, para marcar as parciais nos check-points. Começou em Lyme Regis e terminava exatamente na base da corrida. A estimativa de distância era de uma Maratona, com 42km e teríamos que levar tudo o necessário para a corrida, incluindo aí 14 itens obrigatórios, entre eles bússola, mais de 400mL de água e um apito. Nos três dias éramos chamados para a conferência do kit básico, que já pesava mais de 3kg nas costas.

A corrida já começa no alto de uma montanha e a primeira coisa que temos que fazer é descê-la e chegar o mais próximo possível do mar. Devemos seguir o que nessa Costa Jurássica é chamado de Coast Path, ou caminho da costa. Que nada mais é do que uma trilha de terra. A terra só está presente nos lugares secos, quando está molhado é uma lama das mais escorregadias.

Pude comprovar isso com exatos 800m de corrida. Numa descida enlameada, ainda frio, fui muito afoito e acabei caindo. Essa foi a vez mais rápida em uma corrida que pensei: “O que estou fazendo aqui?” e a primeira na Europa, no lugar mais longínquo possível da Inglaterra.

Até o primeiro CP (fica mais fácil assim) são 8,11km. Nada muito longe, mas demora 1h23min, 2min acima do limite para se completar a prova em 7h. Diga-se de passagem não havia tempo máximo, mas caso fosse estourar o tempo de 8h, você devia comunicar a organização. Antes que eu me esqueça, um celular com crédito era outro item obrigatório. Até esse CP a dificuldade estava unicamente nas subidas e descidas, sendo possível se equilibrar tranquilamente na lama.
Depois são mais 11km até o segundo CP e a localização começa a fazer parte da prova. O natural num ponto seria seguir reto, mas você tem que dobrar a esquerda e seguir do outro lado de um pequeno lago. Percebi o erro e dou meu jeito de ir para o lado certo. No segundo CP, com menos da metade da corrida, e com 3h16min de prova, dou um bela descansada, como um sanduíche, bebo um café, pego umas balas (tudo oferecido pela organização) e sigo meu rumo. Muito chão ainda pela frente.

Depois do terceiro CP é que a coisa começou a ficar muito difícil. Tínhamos que passar por uma área militar que era só lama. E para piorar era muito difícil permanecer de pé. Resultado, enquanto fiz a primeira metade da prova em 3h16min, a segunda fiz em 4h44min., depois de alguns desequilíbrios e quedas.
O último quilômetro é no asfalto já dentro da cidade. Nesse dia, esse seria o único quilômetro asfaltado. Os últimos metros são dentro do “acampamento”. Antes de entrar, pego a minha bandeira, que me acompanhou nos 3 dias, e começo a correr que nem um maluco com ela. E era só o primeiro dia. Jurava que dessa vez ninguém ia gritar “Brasil!!!”, mas assim que peguei, a corredora que estava bem atrás de mim gritou um “Go, Brasil!!!”. Foi o estopim! Saí que nem um doido, mais ainda, até cruzar a faixa imaginária de chegada, entregar meu chip e número (era a forma deles terem certeza que todos chegaram) e partir para o jantar e depois para o descanso. Afinal, no dia seguinte teria a mesma coisa pela frente, e isso se repetiria no domingo...

Nessa hora pensei de novo “O que estou fazendo aqui?”. Tomei um banho e fui direto para cama.
Até o dia seguinte...
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A minha seqüência foi a seguinte (fui o último do grupo a chegar nos EUA, e fiquei até o final junto com o Nilson. Ou seja, os demais participantes do nosso projeto correram algumas provas antes de eu chegar, e foram embora após a Disney):
13/12/2009 – Tucson Marathon, em Tucson, Arizona (3h55m40s)
19/12/2009 – Florida Marathon, em Clermont, Flórida (3h53m29s)
20/12/2009 – Jacsonville Marathon, em Jacksonville, Flórida (4h05m55s)
27/12/2009 – Run for The Ranch Marathon, em Springfield, Missouri (3h55m42s)
31/12/2009 – Year End Marathon, em Huntington Beach, California (3h52m43s)
01/01/2010 – Happy New Year Marathon, em Huntington Beach, California (4h46m)
02/01/2010 – Kicking off the New Year Marathon, em El Monte, California (4h53m)
03/01/2010 – New Year’s Resolution Marathon, em Long Beach, California (4h44m)
10/01/2010 – Walt Disney Marathon, em Lake Buena Vista, Flórida (3h47m55s)
16/01/2010 – Museum of Aviation Foundation Marathon, em Warner Robins, Geórgia (3h54m49s)
24/01/2010 – Icebreaker Indoor Marathon, em Milwaukee, Wisconsin (3h50m51s)
31/01/2010 – Miami Marathon, em Miami, Flórida (3h53m53s).
Por ser um Projeto já concluído, os relatos virão após a atual aventura do Rodrigo, mas gostaria de apresentar uma foto tirada após as 26,2 Milhas de Miami, quando, como uma “recompensa” após a seqüência de maratonas, decidimos passear em Key West, passando pelas demais Florida Keys, numa estrada artificial construída no Oceano Atlântico, também conhecida como “Caminho ao Paraíso”.

Uma das ilhas (Keys) que passamos, tem um nome curioso: Porém, esta ilha não tem muito a ver com atletismo, além do fato de existir uma Ultramaratona em que se percorre o “Caminho ao Paraíso”. Por sinal, meu atual sonho de consumo.
Ah sim, quanto as novidades. Após o descanso de fim de temporada, e posterior período de preparo, outros maniacs retornaram a busca por desafios mundo afora. Em breve, teremos neste blog, relatos da Maratona de Santiago (11 de abril), e das que fazem parte da World Marathon Majors.
Agora chega de falar do pré-prova...
A concentração da Maratona nada mais é do que aos pés do Coliseu. Por mais que ele não tenha a imponência do que devia ter quando estava inteiro, é um senhor monumento! E começar uma Maratona tendo ele como vista é uma senhora responsabilidade. Ainda mais uma Maratona comemorativa aos 50 anos das Olimpíadas de Roma, e à vitória do primeiro negro, como relatei aqui no post anterior. Era apenas a 16ª edição, mas mesmo assim tinha um bocado de história nessa edição.
Como a corrida não tinha um horário oficial de largada, não sei se ela atrasou. Explico aqui o porque disso: os corredores foram comunicados que a largada, que seria às 8:30h seria atrasada para entre 9h e 9:10h. Isso devido ao televisionamento que seria feito dela.
Dada a largada, demoro 5min para cruzar a linha e sigo em direção à Piazza Venezia e ao Campidoglio. Antes de cruzar a placa do Km2, cruzo com a do Km40. Sim, a corrida passaria novamente por ali. Logo depois vem o Circo Massimo, onde havia corrida de cavalos e bigas. Um pouco depois do Km5 passo perto da Basílica de São Paulo, que fica mais ao sul de Roma, no limite dos mapas turísticos. Mais adiante vem a Pirâmide, e depois a corrida segue por algumas ruas bonitas, mas sem grandes atrações.
Isso até se chegar no 15º km. Primeiro você cruza pelo Castelo de Sant’Angelo. O Castelo é uma das divisas do Vaticano, mas pro enquanto fica-se fora do Vaticano. Até que de repente vira-se à esquerda (ou sinistra, em italiano) e se vê o muro da Vaticano! Sim, a corrida passa por dentro dessa minúscula, mas muito importante Cidade-Estado. Não só passa pelo Vaticano, como passa pela Piazza San Pietro, a famosa Praça São Pedro, onde o Papa Bento XVI abençoaria a multidão mais ou menos 1h30 depois. Ah! E parte da multidão já estava lá e apoiando a corrida.
Cabe aqui um adendo: em todos os lugares da cidade, os italianos e alguns estrangeiros estavam lá apoiando os corredores. O lugar que menos tinha curiosamente era o Coliseu, que estava cheio de turistas que não gostaram nem um pouco de ter que andar muito mais para chegar no monumento. Mesmo assim tinha um bom número de pessoas apoiando. Mas no resto da cidade tinha gente o tempo inteiro. Isso faz muita falta nas provas brasileiras.
Voltando à corrida! Até a marca da Meia-Maratona, a corrida segue sem novidades de percurso, nem de rendimento. Meu tempo está bom, bem parecido com o de Barcelona, mas eu sabia que dessa vez não poderia manter isso por muito tempo. Por dois grande motivos: essa corrida era mais difícil e essa semana tem um desafio de 3 Maratonas em 3 dias. Cruzo a metade da prova e na altura do km22 passo nos fundos do meu albergue. Um pouco mais a frente tem o Estádio Olímpico e o Estádio de Mármore, onde acabou a Maratona Olímpica. A maioria nem dá bola, pelo fato do estádio não estar tão aparente assim, mas eu já havia estado lá na quinta-feira.
Chego ao Km24! Novamente nele, como na minha estréia em Maratonas, em 2003, sou obrigado a andar. Na verdade foi uma andada bem estratégica, pois não queria forçar. Essa andada seria repetida mais 1x até que na altura do km28 ouço uma pessoa vindo e gritando: “Rodrigo!!” Como assim alguém sabia o meu nome no meio da corrida? Ainda mais em Roma... Dessa vez não tinha o nome escrito no número. Era o Miguel Delgado de Belo Horizonte, que estava lá. Resolvi acompanhá-lo e fomos conversando por uns km, até que no km32, quando faltavam apenas 10 para acabar deixo-o seguir e vou fazer novamente a minha caminhada. Valeu pela força nesses kms.
Um pouco antes do km35 passo por um lugar que recarrega as minhas energias. Trata-se da Piazza Navona, uma praça bem popular, lotada de pessoas comendo e passeando,e com um bandeira enorme do Brasil! Isso porque nessa praça fica a embaixada brasileira, passo em frente à ela e dou um grito de “BRASIL!!!” e sigo num pique bom.
Depois entramos na Via del Corso, uma das principais de Roma e chegamos em outra praça a Piazza del Popolo, ou Praça do Povo, um antigo local de execuções públicas, que se tornou uma bela praça. Logo depois passa-se por uma das praças mais elegantes da cidade, a Piazza de Spagna.
Mas um das melhores atrações da Maratona assim como meu passeio favorito em Roma estava para chegar. Acertou quem pensou na famosa Fontana de Trevi. Sério, essa fonte é muito linda. Passei por ela simplesmente em todos os dias da minha estada em Roma e tirei inúmeras fotos. Passar por ela ao longo dessa corrida foi espacial. Foi justamente na frente da Fontana que fiz algo que não costumo fazer em corridas: parei! Mas foi muito rápido e para tirar uma foto. Não me perguntem o porque, mas esse monumento é de longe o meu preferido e todos os que eu já vi pelo mundo. É maravilhosa!
Depois da Fontana, passa-se novamente pelo Km40, dessa vez por ele realmente. Agora, como de costume, é hora de tirar a bandeira do bolso, e abri-la, para que todos pudessem ver de onde eu era. Não demorou nem 1min para alguém gritar: “Vai Brasil!!!” e assim foi até a chegada. Nesses 2 derradeiros km, corre-se por onde você já passou, até que se avista o Coliseu e do lado a placa de km41. 195m mais a frente um pórtico escrito em letras gigantes “ULTIMO QUILOMETRO”, assim mesmo sem acentos, pois estava em italiano. Era hora do sprint final, que não foi tão sprint assim pensando na pedreira dessa semana.
Cruzo a linha de chegada com 4h40’06”. Meu segundo melhor tempo, só perdendo para Barcelona. Ou seja, um tempo excelente!
Comemoro como se fosse a primeira Maratona da minha vida e vou pegar a medalha. Medalha essa que até o momento é a medalha de Maratona mais bonita que recebi, assinada inclusive por um artista plástico. E como eu tinha pago a personalização da medalha, juntamente com a inscrição, ainda voltei com essa medalha linda e com o meu nome escrito nela.
Roma foi, sem sombra de dúvida, uma excelente Maratona e viagem. Valeu a pena cada centavo de Euro gasto nessa cidade.
Agora é descansar, pois quinta-feira embarco para Weymouth, na Inglaterra mesmo, onde vou correr 3 Maratonas em trilha em três dias seguidos. Vai ser bem puxado e a previsão é que eu volte para Londres na segunda feira completamente destruído. Esse vai ser o Jurassic Coast Challenge.
Que ele venha!!! Ou melhor, que eu vá até ele!
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Em sua homenagem a camisa oficial da corrida terá o número 11 estampado nas costas e os pés de Bikila impressos. Amanhã pegarei esse kit que promete ser lindíssimo!
Só agora tive tempo para escrever sobre a Maratona de Barcelona. A organização dela é perfeita, não deixando absolutamente nada a desejar.
A entrega dos kits foi feita dentro da feira da Maratona, algo muito comum fora do Brasil, que deveria ser importado. A entrega foi rápida e tranqüila, sem maiores dificuldades. A camisa é simples, azul, mas muito bonita. Junto com o kit peguei um dorsal para a Breakfast Run.
Passeei por toda a feira e aproveitei para comprar um casaco corta-vento da Brooks, pois estava precisando muito de um, para as provas de trilhas que farei na Inglaterra.
No dia seguinte, um sábado, era dia da Breakfast Run, que nada mais é uma corrida de confraternização, sem nenhuma obrigação, pelos últimos 3,5km da Maratona Olímpica de 1992. Só não foi possível fazer a tradicional última volta no estádio olímpico pois o mesmo está sendo reformado para o Campeonato Europeu de Atletismo, a ser realizado esse ano em Barcelona. Antes da corrida tive o prazer de conhecer dois brasileiros, dois Marcelos. Foi um prazer conhecê-los.Espero encontrá-los muitas outras vezes pelo Brasil e também fora dele.
O resto do dia era de passeio e preparativos para a corrida do dia seguinte!
Domingo, 6h30. Essa foi a hora que acordei. Ainda faltavam 2h para o inicio da Maratona. Como meu albergue era muito perto da linha de largada, dava tempo tranquilamente de tomar um banho, tomar um café e ir calmamente até a Plaça de Espanya. Cheguei lá, tirei minha roupa de abrigo, peguei meu cartaz em homenagem ao aniversário do meu irmão, no dia seguinte, e deixei minhas coisas no guarda volume.
Agora faltava apenas meia hora. Era hora de ir até o curral de largada. Como planejava fazer a Maratona em mais de 4h, fui para o último curral. Lá me posicionei e esperei pelo tiro de largada, dado pontualmente às 8h30.
O tempo estava ótimo para correr: nublado e com temperatura por volta dos 10ºC. Comecei num ritmo forte, pelo menos para mim, para uma Maratona. Estava fazendo a menos de 6min/km. Normalmente começo mais fraco e quando é necessário andar, ando sem nenhum problema. Era esse o meu plano, só que dessa vez um pouco mais forte. Forçaria desde o início e tentaria passar da barreira dos 25km sem andar. Essa era minha meta. Se tudo corresse conforme planejado, conseguiria acabar por volta de 4h30min, o que seria um recorde para mim.
Só que nessa corrida NADA ocorreu conforme o planejado. Foi tudo MELHOR!!!!
Saí da Plaça de Espanya e segui em direção ao Camp Nou, estádio do Barcelona, depois vem a Diagonal e voltamos ao estádio. Ate aí nada de novo, pois não estava nem no km 10 ainda, faltava muita coisa pela frente. Passa-se novamente por perto da largada, e se vai em direção à La Padrera e a Sagrada Família, duas obras lindíssimas do Gaudi. Um pouco depois da Pedrera, no km 15, é que percebi que estava muito mais rápido do que esperava.
A confirmação disso veio na Avinguda Meridiana, quando passei pela marca da Meia Maratona. Meu tempo até o momento era de 2h01min. Nada mais nada menos do que meu segundo melhor tempo numa Meia Maratona, só que ainda tinha mais 21,097km pela frente. Foi maravilhoso perceber que eu estava muito melhor do que imaginava.
Ah! Não posso deixar de registrar aqui que sempre que via um fotógrafo ou uma filmadora abria meu cartaz onde se lia “BRUNO, FELIZ CUMPLEAÑOS”.
Sempre que passo pela marca de metade da corrida penso: “Agora falta menos do que eu já corri”. Isso sempre me anima.
Um pouco mais adiante, chego no temido, pelo menos para mim, Km 25. Já em duas ocasiões tive que parar de correr e caminhar um pouco nessa quilometragem. Até então era minha maior distância percorrida sem andar numa Maratona. Não é que passei batido, sem nem dar bola para a placa?
O ruim do km 25 é que se vê bem ao lado o km 30, já que ambos estão na Diagonal e terei que correr olhado as pessoas voltando por 2,5km. Um pouco desanimador, mas passou bem rápido.
Passado o km 30 era hora de chegar às praias de Barcelona. Vamos por elas até as Torres Mapfre. Depois passamos ao lado de um parque lindo, onde tem uma fonte maravilhosa, da qual tirei foto no dia anterior.
Não estava em Paris, ainda, mas tive a honra de passar por debaixo do Arco do Triunfo. Depois veio a Plaça de Catalunya. Estava muito perto da chegada agora, e eu já conhecia esse caminho a pé, pois era muito próximo do meu albregue. Entramos no Bairro Gótico, tive o prazer de passar mais uma vez em frente à Catedral, depois pelos palácios de governo de Barcelona e da Catalunha, que ficam na mesma praça, um de frente para o outro.
Agora era vez da Rambla, que estava lotada de pessoas, como a maior parte dos pontos famosos de Barcelona, que são esses todos que citei e mais alguns. Era muito gostoso ouvir palavras de incentivo de pessoas que você nunca tinha visto na vida e que provavelmente nunca voltará a ver. Essas pessoas sabem valorizar o esforço de quem está correndo por horas a fio. Nisso Barcelona foi imbatível!
Depois da Rambla, o monumento de Colombo e seguimos pela Paral-lel. Agora só restavam 2km. Era hora de pegar minha bandeira do Brasil e seguir com ela até a linha de chegada. Foi só eu deflagrar a bandeira para começar a ouvir gritos de “Vai Brasil!!!”, “Brasil!” e coisas do gênero que só me fizeram correr mais e mais.
Quando avistei novamente a Plaça de Espanya, fui tomado por uma emoção indescritível. Estava muito emocionado e feliz por estar tão perto da linha de chegada. Ao invés de apertar o passo para acabar a corrida o mais rápido possível, fiz o contrário. Acabei dando uma pequena reduzida. O porque disso? Queria que aquele momento durasse para sempre.
Cruzei a linha de chegada com exatas 4h09min03s. Meu recorde! O anterior era de 4h57min08s, ano passado no Rio.
Peguei minha medalha mais do que merecida e comecei a tirar mais fotos ainda. Ah, um detalhe que esqueci de comentar no texto: sempre corro com a minha câmera numa braçadeira, para poder fotografar todos os melhores momentos. Foram ao todo mais de 150 fotos.
Não tenho como descrever, essa foi sem dúvida a minha melhor Maratona. Não me importa como serão as outras 8 que farei, Barcelona terá seu espaço reservado entre as Maratonas imperdíveis que eu faço questão de correr de novo. Vou sempre recomendar Barcelona, e espero que no ano que vem tenham mais do que apenas 14 brasileiros correndo.
Foi uma experiência única e foi apenas a primeira de 9 Maratonas!
Que venha Roma!
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A viagem começou para valer na sexta feira, quando tive meu primeiro dia para passear. Mas antes de passear, fiz meu primeiro treino. O dia estava claro e frio, mas não tanto quanto esperava. Foram quase 12k em 1h. Um excelente primeiro treino fora de casa.

Correndo em Londres
Era hora de aproveitar Londres. Programa escolhido: British Museum. Resolvi visitar tudo o que dava dentro do Museu. Passei por todas as salas, vi as exposições temporárias. Foi um dia bem proveitoso, acompanhado do Guia que comprei na entrada do Museu.

Na frente do British Museum
Ontem fui ver o jogo do Chelsea e depois fui ver a copa Six Nations de Rugby dentro de um pub irlandês. Hoje o dia foi leve. Primeiro fui no Parlamento/Big Ben, fui até o London Eye e voltei até a Abadia de Westminster, onde tirei algumas fotos. Depois encontrei um amigo que mora em Londres e passamos a tarde inteira conversando, o que foi ótimo.

Big Ben e o Parlamento
Programa de amanhã? Ainda não sei. Programa de terça? Jogo do Brasil in loco. Ganhei um ingresso para ver o jogo. Muito obrigado, tia!
Falta exatamente 1 semana para o Projeto Europa de Maratona começar de vez! Dia 7 de Março é dia da Maratona de Barcelona.
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Minha base!
Amanha comeco a fazer turismo por Londres. Ainda nao tenho nada definido, mas ate a hora de sair terei pensando em algo.
A proposito, antes de sair para conhecer a cidade, vou dar uma corrida ao redor de dois parques que ficam perto daqui. Um se chama Clapham Common e o outro Wandsworin Common.
O primeiro dia de viagem foi para recarregar as baterias depois de uma longa jornada. Esse foi provavelmente o unico dia parado dessa viagem.
OBS: me desculpem a falta de acento, mas enquanto eu usar o computador da minha tia, os textos seguirao assim. Prometo concertar o mais rapido possivel
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Eu sou o Hideaki, também conhecido como MM # 1024. Faço parte de uma associação criada nos Estados Unidos, que reúnem maratonistas do mundo todo: Os Marathon Maniacs. Particularmente, gosto de deixar a tradução óbvia de lado, para dizer que somos "Apaixonados por Maratonas".
Porém, nem todos os integrantes "correm" maratonas. Entre os nossos amigos norte americanos, temos desde aqueles que geralmente terminam uma maratona em sub-3h, até aqueles que a concluem caminhando de ponta a ponta. Praticamos o que eu chamo de "Sequência de Maratonas".
Qualquer um que se prepare adequadamente, pode fazer parte da nossa turma. Os requisitos mínimos são:
a-) Concluir duas maratonas em 15 dias
ou
b-) Concluir três maratonas em 3 meses
Conforme o número de maratonas que você corre num determinado espaço de tempo, você é recebe um nível, simbolizado pelo número de estrelas, que vai desde Bronze Level (uma estrela), passa por Silver Level (duas), Gold (três), sendo o nível máximo o Titanium (dez estrelas). Um dos critérios para atingir este nível é o de correr 52 maratonas em um ano.
Recentemente, eu e o Nilson MM # 1084, participamos de um projeto elaborado pelo João Gabbardo MM #1131 (sim, por vezes, nos identificamos usando os nossos números de inscrição no grupo) para tentar correr várias provas nos Estados Unidos e, de quebra, atingimos o nível Palladium ( 7 estrelas - 13 maratonas em 12 semanas, contando algumas que corremos no Brasil), sem deixar de melhorar nossos tempos, disputar pódios ou realizar disputas internas entre nós e demais Maniacs que encontramos durante a viagem.
Temos muitas histórias para contar, mas... fica para um futuro próximo. Gostaria de apresentar o Rodrigo, MM #1761, o mais jovem entre os Maniacs brasileiros, que há algum tempo planeja uma viagem à Europa para correr "algumas" maratonas. Na verdade, ele já está quase de partida.
Ficaremos na torcida, acompanhando suas aventuras, por vezes comentando, por vezes mandando dicas neste espaço.
Com vocês..., RODRIGO!!