O blog da redação é um espaço aberto para nossa equipe de jornalismo contar aqui algumas curiosidades que acontecem no mundo da corrida.
Quando foi anunciada a primeira edição da Corrida Vertical em São Paulo, logo imaginei que seria muito interessante para as matérias do Webrun e para a área de venda de fotos, ter imagens dos corredores subindo as escadarias. Fui ao evento no último domingo e quase virei as costas e fui embora, tamanha foi a dificuldade de se conseguir trabalhar...
No começo das primeiras baterias fiz umas imagens do pessoal correndo na parte plana do percurso, mas logo vieram os staffs dizer que aquele local não seria permitido ficarmos, pois atrapalhávamos a visão do banner da empresa patrocinadora. Resolvi mudar de lugar e fui para um corredor onde os atletas passam pouco antes de subirem as escadas, mas logo fui advertido pela mesma staff: “esse local só a Globo pode ficar, está no contrato”.

A essa altura do campeonato eu já estava ficando estressado, assim como outro fotógrafo que compartilhou comigo a “bronca”. Revoltamos-nos e dissemos que íamos embora para não atrapalhar o trabalho da emissora do plin plin, já que ela era a única privilegiada... A staff disse então que poderíamos ficar ali, mas teríamos que sair assim que os atletas começassem a passar. (acham que alguém de nós saiu...?)
Logo em seguida eu subi o primeiro lance de escadas e me postei bem junto à parede para fazer umas fotos legais da galera correndo. Após umas três baterias aparece a mesma staff e diz que eu não poderia ficar ali.... Com os nervos à flor da pele, mais uma vez me retirei e fui até a largada.

Fiz algumas fotos da concentração dos atletas e me postei ao lado do corredor que eles teriam que percorrer até chegar ao lounge do prédio. Adivinham só o que aconteceu? Uma staff veio me dizer que eu também não poderia ficar ali!!! E me encaminhou para dentro do lounge, no local que a outra menina havia dito que não poderia ficar... E ela mais uma vez apareceu esbravejando para mim, dizendo que se eu não respeitasse as regras iria chamar o segurança!
Sinceramente nunca vi uma prova com tantas dificuldades impostas para se trabalhar. Em quatro anos de experiência em provas, cobrindo São Silvestre, Maratonas de SP, Troféu Brasil de Atletismo, entre outros, nunca me estressei tanto e nunca tive tanta dificuldade em realizar o meu trabalho como na Corrida Vertical!!

Área de largada: local proibido
Fotos: Alexandre Koda/ Webrun
Sábado à noite, chuva e frio na capital paulista e a melhor pedida é alugar um filme e tomar um chocolate quente certo? Não para a incansável equipe do Webrun, que encarou um temporal para cobrir a etapa paulista da Fila Night Run.
Essa também foi a estreia da nova repórter do Portal, Clarissa Viana, que vestiu sua capa de chuva amarela com o Mickey estampado nas costas, sacou a câmera, gravador e encarou o mal tempo. A prova foi no sambódromo do Anhembi, um local de difícil acesso, com poucos locais para estacionar o carro (o estacionamento oficial estava fechado) e com ruas escuras no entorno.

Clarissa e sua capa amarela. Foto: Alexandre Koda/ Webrun
Parei meu carro numa travessa da Rua Anita Malfatti, escapei dos flanelinhas e fiz uma boa caminhada até o portão do Sambódromo. Debaixo de muita chuva acompanhamos os quase 11 minutos de largada da prova de 5 km e os quase seis minutos dos 10 km.
Auxiliei a Clarissa nas entrevistas e fotos, nos abrigamos na tenda vip de imprensa/ convidados à espera da premiação, fizemos um social com o pessoal do meio e mais uma vez saímos para a chuva, para fotografar e entrevistar os campeões. São Pedro não deu trégua, mas no fim tudo deu certo.
Cobertura finalizada, a Ana Luiza (Animal) ainda me pediu uma carona até o Ginásio do Ibirapuera (local onde reside) e depois parti para casa de olho num banho quente e numa pizza requentada que estava dando sopa em cima da mesa. A meia encharcada foi para o lixo, o tênis levou dois dias para secar e a capa de chuva teve que ficar estendida.

Mesmo sob chuva, Animal não perde a animação. Foto: Clarissa Viana/ Webrun
Mas para quem gosta do que faz, esses percalços fazem parte da diversão! E que venha a próxima Fila Night Rain, como bem disse a Clarissa...
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A jornalista do Webrun, Juliana dal Piva, tenta encontrar o melhor ângulo para a fotografia...
Ela não mede esforços e incorpora a Mulher Aranha...
Tudo isso para ter uma visão geral do evento:
Juliana também se contorce no carro madrinha para fotografar os atletas no percurso

E o resultado final...
Fotos: Alexandre Koda e Juliana Dal Piva/ Webrun
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Com qual destas frases você se identifica? Pensando em proporcionar ao corredor uma camiseta de tecido tecnológico e que trouxesse frases da cultura running, os amigos Jorge e Melissa criaram a “Gaaz”, empresa que comercializa essas camisetas. O termo é um trocadilho com a palavra “Gás”, algo que os corredores precisam e muito para encarar os treinos e competições.
Para adquirir uma camiseta basta acessar o blog da Gaaz: http://tenhagaaz.wordpress.com ou mandar um email para contato@tenhagaaz.com.br.

Modelo Endrofina 2 litros. Foto: Divulgação

Foto: Divulgação
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Foto: Ana Fernandes/ Webrun
Foto: Ana Fernandes/ Webrun
Foto: Alexandre Koda/ Webrun
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E deu até no G1. Claro que na seção “Planeta Bizarro”. Um casal de americanos resolveu trocar as alianças durante uma corrida de 12km na Flórida. David Schieferly e Isabelinda Reyes casaram no final de uma prova porque foi justamente numa corrida que se conhecerem. Romântico não?

Foto: Reprodução TV NBC
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Pegando carona mais uma vez no Fórum de Atletismo, gostaria de abordar um assunto nesse fim de ano: a tradicional São Silvestre! A prova, que todos já conhecem, acontece sempre no dia 31 de dezembro em São Paulo. Esse ano o evento vai reunir 20 mil corredores de diversos estados brasileiros.
As inscrições terminaram um mês antes e mesmo assim ainda tem um monte de gente que está na fila de espera. Fora isso, no dia da corrida tem centenas de pipocas que correm por lá! Sinal de super sucesso, não é?
Porém, em termos técnicos, a largada da São Silvestre é num horário ruim (por volta das 16h), o dia é o pior de todos (último dia do ano), o percurso não é bonito (correr no Elevado Costa e Silva com sol na cabeça não é tão bacana), além disso, são 20 mil pessoas amontoadas na Av. Paulista esperando apenas para correr!
Ah e outra coisa, a distância da São Silvestre não é assim um super desafio. São 15 quilômetros e não uma maratona. Por isso fica a dúvida, por que com tudo isso a São Silvestre é tão desejada pelos brasileiros?
Se analisarmos o prêmio da Revista O2 para os melhores do ano, acho que eles se engararam! Na categoria evento de corrida mais desejado em 2009 venceu a Volta à Ilha. Acho sim que a Volta Ilha é super desejada por muitos, mas é desejada para uma classe um pouco mais favorecida.
Na minha opinião, o evento de corrida mais desejado do Brasil é sem sombra de dúvidas a São Silvestre! Lá correm todos, não importa a classe social, a raça e a idade. Aí está! Talvez essa seja a resposta da minha pergunta!
E você acha que a São Silvestre é o maior evento de corrida do Brasil? Por quê?

Chegada da prova em 2008! (Foto: Renato Cukier/ Webrun)
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Foto: Alexandre Koda/ Webrun
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Quando corremos uma maratona ou até mesmo uma prova mais difícil, milhares de coisas passam nas nossas cabeças. Por isso, o programa americano Late Show, apresentado por David Latterman, mostrou o seguinte quadro após a Maratona de Nova York: o “Top 10” dos pensamentos mais bizarros que surgem durante uma prova!
Quem apresentou o quadro foi o próprio campeão da Maratona de Nova York, Meb Keflezighi. Para os americanos (leve em conta o peculiar senso de humor deles!) os melhores 10 pensamentos de Nova York são:
10 - Staten Island é mais bonita do que imaginava! (A largada da prova acontece nessa ilha).
9 - Boa! O GPS achou uma rota que só tem cinco milhas!
8 - Será que estou experimentando uma loucura de corredor ou é a fumaça do ônibus que me deixou assim?
7 - Será que essa é a linha de chegada ou apenas uma faixa para marcar a cena do crime?
6 - Por que eu posso correr uma maratona em menos tempo do que um jogo do “World Series Game”? (O World Series Game são as finais do campeonato de beisebol e um jogo demora em média quatro horas para acabar!)
5 - Carro!
4 - Que dor de barriga!
3 - Quem é aquele pequeno menino me olhando? Putz é o prefeito Bloomberg (atual prefeito de NY, Michael Bloomberg, que é “baixinho”).
2 – Puxa esqueci de trazer o dinheiro trocado para passar na ponte Verrazano! (A principal ponte da prova tem pedágio para carros).
1 - Tomará que isso aqui tenha sido um Gatorade!
E para nós, brasileiros, o que passa na nossa cabeça ao correr uma São Silvestre, por exemplo, ou então a própria Maratona de Nova York?
Se quiser, veja, logo abaixo, o vídeo do Late Show na íntegra (em inglês).
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Motorzinho em ação. Foto: Eduardo Iezzi/ Webrun


Obs.: o primeiro atleta que completou esse mesmo trecho, finalizou os oito quilômetros em 22 minutos.
Obs. 2: Apenas os jornalistas Cássio Politi e Rachel Vargas desceram, de fato, correndo.
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Algumas provas brasileiras estão usando um outro molde de número de peito. Ao invés do tradicional papel com alfinete, alguns organizadores oferecem a camiseta da prova com o número de peito impresso nela. Isso faz com que os corredores usem obrigatoriamente a camiseta daquela competição e com o logo de determinados patrocinadores.
É por isso que muitos treinadores e atletas discutem sobre esse assunto. É justo você correr com uma camiseta da prova ao invés de correr com a camiseta da sua assessoria esportiva ou então poder escolher com qual camiseta quer correr? O assunto é polêmico!
A camiseta, assim como o tênis, é o uniforme básico para a prática da corrida. Por isso, pelo menos na minha opinião, o corredor deve praticar o esporte com aquilo que lhe proporcione conforto e também melhor desempenho. Se a camiseta da prova atingir esses dois itens, por que não correr com ela?
Porém, normalmente as camisetas das provas são feitas em grande escala e com custos reduzidos. Isso significa que o tecido usado, na grande maioria, é inadequado para a prática esportiva e os tamanhos P, M e G variam muito.
Além disso, para os atletas de elite, essa postura adotada por algumas provas é ruim. Geralmente esses atletas possuem patrocinadores que viabilizam treinos e viagens em troca da exposição da marca, feita justamente nos uniformes dos atletas. E sabemos que isso não é nada novo.
Mas por outro lado, a marca patrocinadora da prova também exige um retorno. E ninguém é obrigado a participar de determinada prova. Ou seja, se as regras de uma corrida não agradar, o atleta pode procurar outro evento. É por isso que o assunto se torna polêmico.
E você o que acha sobre as camisetas com o número de peito? Correria com elas numa boa ou não?
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Foto: GRYTR/ Flickr
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